Por estar inteiramente contido na Faixa de Fronteira do Brasil, o Estado do Acre está sujeito às normativas instituídas pela lei que criou esse território especial faz mais de trinta anos (Lei 6.634/1979). Para o estudo das interações transfronteiriças alguns aspectos gerais devem ser destacados ao se tomar como referência o limite internacional. Dos 22 municípios que compõem o Acre, 17 fazem divisa mais ou menos extensa com os  vizinhos. Apesar de ser signiicativa a proporção, apenas 7 têm sede próxima ou na linha de fronteira (Acrelândia, Plácido de Castro, Capixaba, Epitaciolândia, Brasiléia, Assis Brasil e Santa Rosa do Purus). Desses sete, a maioria se localiza no alto rio Acre (leste do Estado). Como é comum em muitos estados da Amazônia brasileira o formato dos municípios segue os vales dos principais rios que cortam o estado em ‘fatias’ no sentido NE-SO. São majoritariamente grandes municípios cujas sedes tendem a se localizar fora da linha de fronteira, muitas delas ao longo da estrada federal (BR-364) situada na extremidade norte do estado, ou seja, no lado oposto ao limite internacional. As vias luviais, no entanto, permitem a conexão entre essas sedes municipais e o limite internacional e, além dele, com os países vizinhos.

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Machado, L. O. ; Ribeiro, L. P. ; Monteiro, L. C. R. 2007. Interações transfronteiriças. In: SEMA/IMAC (Org.). Documento Síntese do Zoneamento Ecológico Econômico do Acre – Fase II – Escala 1: 250.000. Rio Branco: SEMA/IMAC. pp. 246-252.