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EVENTO: III Seminário Internacional dos Espaços de Fronteira (III GEOFRONTEIRA)

geofronteras

III SEMINARIO INTERNACIONAL DE LOS ESPACIOS DE FRONTERA (III GEOFRONTERA) /
Integración: Cooperación y Conflictos

08, 09, 10 y 11 de Septiembre/Setembro de 2015

Universidad Nacional de Itapúa
Facultad de Humanidades, Ciencias Sociales y Cultura Guaraní
Encarnación – Itapúa – Paraguay

Correo electrónico: geofronteras3@uni.edu.py // Blog: en construcción

II Circular

III Circular

A evolução do mercado de trabalho na faixa de fronteira do Brasil

A Faixa de Fronteira continental brasileira é considerada, pela Constituição Federal, uma região de grande importância para a defesa do território nacional. Por ser esparsamente povoada e atravessada por inúmeras redes ilegais de contrabando e tráfico de drogas, ela é também uma fonte constante de preocupação para o governo brasileiro. Além disso, outra preocupação é a condição de pouco desenvolvimento econômico, que contribuiria com o deslocamento de parte da força de trabalho para os mercados informais, muitas vezes mais rentáveis, porém de menor controle e estabilidade econômica. O objetivo do trabalho será investigar as condições para o surgimento e o crescimento do mercado de trabalho informal nos municípios da faixa de fronteira, produzindo uma estimativa deste setor, e compará-la ao tamanho do seu setor formal. Foi adotado como referência o período entre 2000 e 2010, pois estes são os anos dos últimos censos demográficos, e em que não houve alterações na malha municipal. Para estimar o mercado de trabalho formal foi feito o levantamento dos dados do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS). Dessa fonte foram retirados os dados dos totais de vínculos empregatícios, para produzir um indicador de estabilidade decorrente da mudança ao longo dos anos, e dos setores que empregavam a população de cada município, se estimando a diversidade de serviços e as melhores possibilidades de empregos. As estimativas do setor informal foram retiradas dos dados do tipo de ocupação da População Economicamente Ativa (PEA), produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses dados foram utilizadas as seguintes variáveis: população empregada sem carteira assinada; trabalho em ajuda a membro da residência; trabalho por conta própria; e para próprio consumo. Com isso foi possível mapear os locais que apresentaram as maiores concentrações de trabalho informal. Os resultados preliminares indicam que a região norte da faixa de fronteira teria uma forte presença de empregados no setor informal. Esta é a região com menor estabilidade nos vínculos empregatícios (32,4% dos municípios com baixa estabilidade) e com menor diversificação dos setores. Além disso, 59,2% dos municípios apresentaram um setor dominante – mais da metade dos vínculos empregatícios em um único setor -, sendo eles empregados no setor de administração pública. Em oposição, a região sul apresenta o maior percentual de municípios com alta estabilidade, 60,5%, além de uma grande diversificação dos setores empregatícios, com representativa participação de setores como o comércio, a indústria e a agropecuária, que empregam um grande percentual da população no mercado formal, levando a uma menor propensão ao surgimento do mercado informal.

[Link]

Amaral, Pedro Aguiar Tinoco do. A evolução do mercado de trabalho na faixa de fronteira do Brasil. I Congresso Brasileiro de Geografia Política, Geopolítica e Gestão do Território, 2014

Segurança na América do Sul: a construção regional e a experiência colombiana

Dois eventos marcaram os assuntos de segurança internacional na América do Sul ao final da década de 2000: a escalada da rivalidade entre Colômbia e Venezuela e a criação do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), no âmbito da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL). A pesquisa buscou enfocar a emergência desses dois processos e suas interações através de uma abordagem geográfica e geopolítica na qual se problematiza a dimensão regional da segurança internacional. A partir da discussão sobre geopolítica e segurança, a tese se desdobra, por um lado, na construção regional da América do Sul como uma região para enquadrar as questões da segurança internacional, e, por outro lado, na análise do papel da Colômbia no âmbito regional sul-americano – o que caracterizamos como “experiência colombiana”. Os documentos políticos e estratégicos dos países sul-americanos e da UNASUL e as séries de dados sobre os gastos em defesa, as transferências de armas e os contingentes militares permitem identificar uma tendência de atuação dos países sul-americanos no plano internacional que é coerente com o aprofundamento de iniciativas de integração regional sul-americana. No caso da experiência colombiana, buscamos analisar os processos contraditórios de inserção da Colômbia no contexto sul-americano, através dos processos de difusão/assimilação de modelos contemporâneos de segurança em que a Colômbia se destaca.

[PDF]

Rego Monteiro, L. C. 2014 Segurança na América do Sul: a construção regional e a experiência colombiana. Rio de Janeiro, 2014. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (279 pp.)

OPORTUNIDADE na UFGD: seleção de Professor Visitante

Seleção de Professor Visitante para o Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) nas áreas de: Geografia Humana/ Epistemologia da Geografia; Geografia Humana/Territórios e fronteiras: diversidades étnico-culturais e conflitos e Geografia Física/ Planejamento ambiental e técnicas de espacialização cartográfica. Mais informações: [Edital]

EVENTO: V Seminário de Estudos Fronteiriços – Primeira Circular

Saiu a primeira circular do V Seminário de Estudos Fronteiriços a se realizar em Corumbá entre os dias 20 e 22 de maio de 2015. Trabalhos completos poderão ser encaminhados a partir do dia 1º de novembro de 2014 para o e-mail vsef.ufms@gmail.com. Mais informações na circular.

Primeira circular V SEF

Segunda circular V SEF

Produção de arroz na bacia hidrográfica transfronteiriça da Lagoa Mirim (Brasil-Uruguai).

Nas últimas décadas, as regiões de fronteira ganharam grande destaque, tornando-se tema central de diversas pesquisas no meio acadêmico. Este fato está fortemente vinculado ao fenômeno da globalização, em que se forjou o mito do enfraquecimento, e até mesmo desaparecimento das fronteiras internacionais. Embora a ideia de um ‘mundo sem fronteiras’ seja amplamente divulgada, nota-se que conteúdos particulares de cada país – legislação, moeda, base produtiva, dentre outros aspectos – delimitados territorialmente pela linha de fronteira, ainda são indutores centrais dos fluxos internacionais (Machado, 1997). Pode-se ainda afirmar que, na escala local, a flexibilização das fronteiras, com a diminuição ou queda de barreiras alfandegárias e gradientes monetários, em muitos casos, tornou mais evidente as particularidades de cada um dos lados do limite internacional. Objetivando compreender os impactos da flexibilização das fronteiras e de seu uso estratégico no contexto do Mercosul, esta dissertação se propõe a analisar a produção de arroz na bacia hidrográfica transfronteiriça da Lagoa Mirim, situada na costa atlântica da América do Sul, no extremo leste da fronteira Brasil – Uruguai. A produção rizícola, incialmente introduzida em terras brasileiras, expandiu-se de forma intensa a partir de meados do século XX, tornando a bacia da Lagoa Mirim um importante espaço produtor do cereal. Esta bacia, que possui 47.362 Km2 – com 64,1% em território uruguaio e 35,9% em território brasileiro (Steinke, 2007) – apresenta relevo suave e grande densidade de corpos hídricos, condições naturais que permitiram o surgimento e expansão do plantio de arroz. Como recorte temporal, a pesquisa teve como foco o período compreendido entre a década de 1990 e os dias atuais, em decorrência da criação do Mercosul em 1991 que, com as alterações na política comercial entre os países membros, desencadeou significativas mudanças na dinâmica da produção de arroz neste segmento fronteiriço. Para a produção da pesquisa, foram obtidos dados em sites governamentais do Brasil e Uruguai, de instituições ligadas ao setor rizícola, como o Instituto Rio-Grandense de Arroz (IRGA) e a Associación de Cultivadores de Arroz do Uruguai (ACA), além do levantamento de informações em trabalhos de campo realizados na região de estudo. Como resultado, observou-se que, nas últimas décadas, os produtores brasileiros adquiriram papel central na produção de arroz em ambos os lados da fronteira em questão. Muitos destes, que encontravam-se endividados e com pouco suporte do governo brasileiro, observaram as grandes oportunidades e vantagens presentes no território vizinho, onde havia terras mais baratas e custos de produção significativamente reduzidos. Esta pesquisa constatou que, com a criação do Mercosul e a eliminação da taxa de importação do arroz, tornaram-se mais evidentes as diferenças entre os dois lados da fronteira. O movimento de arrozeiros brasileiros para o Uruguai se intensificou, engendrando uma rede de produção que se beneficia pelas vantagens existentes em cada um dos lados do limite internacional, fortalecendo, portanto, o uso estratégico da fronteira pelos agentes produtivos ali atuantes.

[PDF]

FERREIRA, André Cassino. 2012. 94 f. Produção de arroz na bacia hidrográfica transfronteiriça da Lagoa Mirim (Brasil-Uruguai). Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal do Rio de Janeiro,

 

 


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