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Dossier Fazer a Fronteira / Hacer la Frontera

Por questões operacionais, o Dossier Retis Fazer a Fronteira mudou de endereço e vai sair na próxima edição da revista Espaço Aberto da UFRJ. Já temos 6 artigos em vias de publicação, mas ainda dá tempo de publicar o seu, se já estiver adiantado. Envie até 15/02!

Dossiê Temático Fazer a fronteira

Organização: Rebeca Steiman (PPGG/UFRJ) e Licio Monteiro (IEAR/UFF)

Traçar limites territoriais nos mapas ou demarcá-los no terreno são atos inescapavelmente intencionais e arbitrários, sendo os limites políticos interestatais o exemplo mais notório. Uma vez traçados, estes moldam corações e mentes a ponto de tornar reconhecíveis os territórios pela mera observação de suas linhas de contorno.

Como se ganhassem vida própria, os limites abstratos entre os Estados são parte constitutiva das práticas e representações das pessoas, grupos sociais e instituições que, de um lado e do outro, habitam suas adjacências. Se os limites provocam, desafiam, constrangem e condicionam o movimento das populações, estas não respondem passivamente aos efeitos desses limites, mas constroem as diferentes maneiras de habitar uma fronteira. Nesse sentido, “fazer a fronteira” ganha um significado especial, que não é o de eventualmente delimitar ou demarcar os territórios nacionais, mas o de constituir e viabilizar o espaço transitivo entre dois domínios distintos.

O termo “fazer a fronteira” coloca aqui em evidência, por um lado, o aspecto de fabricação dos limites e fronteiras internacionais, que longe de serem estabelecidos de uma vez por todas, necessitam ser atualizados, reafirmados e modificados para que os limites territoriais continuem funcionando como um dispositivo eficiente de separação. Por outro lado, chama a atenção que essa construção não é unívoca, mas sim ativada por uma diversidade de atores que habitam a fronteira e produzem as possibilidades tanto de habitá-la quanto de atravessá-la.

Nas duas últimas décadas, a América do Sul produziu histórias diversas sobre as maneiras de se “fazer a fronteira”. Movimentos em direção a projetos de integração regional ocorreram simultaneamente a processos de escalada de conflitos e reforço da segurança fronteiriça. Mesmo o viés integracionista muitas vezes considerou negociações diplomáticas e fluxos transnacionais sem muito considerar a potencialidade das interações transfronteiriças locais. Ao mesmo tempo, as novas modalidades de segurança fronteiriça trouxeram à tona a cooperação binacional e regional como estratégia de proteção dos Estados nacionais.

Diante desses desafios que escapam às interpretações e soluções mais óbvias, “fazer a fronteira” prossegue como uma questão fundamental para a compreensão das dinâmicas sócio espaciais que emergem a partir das margens e muitas vezes antecipam tendências que se verificam no conjunto do território e em seus centros.

Convidamos pesquisadores a enviarem artigos para o dossiê temático Fazer a Fronteira até 31 de março de 2018. Os artigos selecionados e aprovados na avaliação cega por pares serão publicados na Revista Espaço Aberto da UFRJ. Os trabalhos devem ter até 30.000 caracteres com espaço e ilustrações e devem ser enviados pelo site. Demais normas para formatação dos trabalhos estão disponíveis em https://revistas.ufrj.br/index.php/EspacoAberto/about/submissions#authorGuidelines.

Dossier Temático Hacer la fronteira

Organización: Rebeca Steiman (PPGG/UFRJ) e Licio Monteiro (IEAR/UFF)

Trazar límites territoriales en los mapas o demarcarlos en el terreno son actos ineludiblemente intencionales y arbitrarios, siendo los límites políticos interestatales el ejemplo más notorio. Una vez trazados, ellos moldean corazones y mentes hasta el punto de hacer reconocibles los territorios por la mera observación de sus líneas de contorno.

Como si ganasen vida propia, los límites abstractos entre los Estados son parte constitutiva de las prácticas y representaciones de las personas, grupos sociales e instituciones que, por un lado y el otro, habitan sus adyacencias. Si los límites provocan, desafían, constreñen y condicionan el movimiento de las poblaciones, éstas no responden pasivamente a los efectos de esos límites, sino que construyen las diferentes maneras de habitar una frontera. En este sentido, “hacer la frontera” gana un significado especial, que no es el de eventualmente delimitar o demarcar los territorios nacionales, sino el de constituir y viabilizar el espacio transitivo entre dos dominios distintos.

El término “hacer la frontera” pone aquí en evidencia, por un lado, el aspecto de fabricación de los límites y fronteras internacionales, que lejos de ser establecidos de una vez por todas, necesitan ser actualizados, reafirmados y modificados para que los límites territoriales continúen funcionando como un dispositivo eficaz de separación. Por otro lado, llama la atención que esa construcción no es unívoca, sino activada por una diversidad de actores que habitan la frontera y producen las posibilidades tanto de morarla como de atravesarla.

En las dos últimas décadas, América del Sur ha producido historias diversas sobre las maneras de “hacer la frontera”. Los movimientos hacia los proyectos de integración regional ocurrieron simultáneamente a procesos de escalada de conflictos y refuerzo de la seguridad fronteriza. Incluso el sesgo integracionista muchas veces consideró negociaciones diplomáticas y flujos transnacionales sin considerar la potencialidad de las interacciones transfronterizas locales. Al mismo tiempo, las nuevas modalidades de seguridad fronteriza trajeron a la superficie la cooperación binacional y regional como estrategia de protección de los Estados nacionales.

Ante estos desafíos que escapan a las interpretaciones y soluciones más obvias, “hacer la frontera” prosigue como una cuestión fundamental para la comprensión de las dinámicas socio-espaciales que emergen a partir de los márgenes y muchas veces anticipan tendencias que se verifican en el conjunto del territorio y en sus centros.

Invitamos a investigadores a enviar artículos para el dossier temático Hacer la Frontera hasta el 31 de marzo de 2018. Los artículos seleccionados y aprobados en la evaluación ciega por pares serán publicados en la Revista Espaço Aberto. Los trabajos deben tener hasta 30.000 caracteres con espacio e ilustraciones y deben ser enviados en el site. Otras normas para el formato de los trabajos están disponibles en https://revistas.ufrj.br/index.php/EspacoAberto/about/submissions#authorGuidelines.

Dossiê Temático Fazer a Fronteira – até 31/03/2018

Dossiê Temático Fazer a fronteira

Organização: Rebeca Steiman (PPGG/UFRJ) e Licio Monteiro (IEAR/UFF)

Traçar limites territoriais nos mapas ou demarcá-los no terreno são atos inescapavelmente intencionais e arbitrários, sendo os limites políticos interestatais o exemplo mais notório. Uma vez traçados, estes moldam corações e mentes a ponto de tornar reconhecíveis os territórios pela mera observação de suas linhas de contorno.

Como se ganhassem vida própria, os limites abstratos entre os Estados são parte constitutiva das práticas e representações das pessoas, grupos sociais e instituições que, de um lado e do outro, habitam suas adjacências. Se os limites provocam, desafiam, constrangem e condicionam o movimento das populações, estas não respondem passivamente aos efeitos desses limites, mas constroem as diferentes maneiras de habitar uma fronteira. Nesse sentido, “fazer a fronteira” ganha um significado especial, que não é o de eventualmente delimitar ou demarcar os territórios nacionais, mas o de constituir e viabilizar o espaço transitivo entre dois domínios distintos.

 O termo “fazer a fronteira” coloca aqui em evidência, por um lado, o aspecto de fabricação dos limites e fronteiras internacionais, que longe de serem estabelecidos de uma vez por todas, necessitam ser atualizados, reafirmados e modificados para que os limites territoriais continuem funcionando como um dispositivo eficiente de separação. Por outro lado, chama a atenção que essa construção não é unívoca, mas sim ativada por uma diversidade de atores que habitam a fronteira e produzem as possibilidades tanto de habitá-la quanto de atravessá-la.

Nas duas últimas décadas, a América do Sul produziu histórias diversas sobre as maneiras de se “fazer a fronteira”. Movimentos em direção a projetos de integração regional ocorreram simultaneamente a processos de escalada de conflitos e reforço da segurança fronteiriça. Mesmo o viés integracionista muitas vezes considerou negociações diplomáticas e fluxos transnacionais sem muito considerar a potencialidade das interações transfronteiriças locais. Ao mesmo tempo, as novas modalidades de segurança fronteiriça trouxeram à tona a cooperação binacional e regional como estratégia de proteção dos Estados nacionais.

Diante desses desafios que escapam às interpretações e soluções mais óbvias, “fazer a fronteira” prossegue como uma questão fundamental para a compreensão das dinâmicas sócio espaciais que emergem a partir das margens e muitas vezes antecipam tendências que se verificam no conjunto do território e em seus centros.

Convidamos pesquisadores a enviarem artigos para o dossiê temático Fazer a Fronteira até 31 de março de 2018. Os artigos selecionados e aprovados na avaliação cega por pares serão publicados na Revista Franco-Brasileira de Geografia Confins. Os trabalhos devem ter até 30.000 caracteres com espaço e ilustrações e devem ser enviados para dossieretis@gmail.com. Demais normas para formatação dos trabalhos estão disponíveis em https://confins.revues.org/35.

PDF em português e em espanhol

 

 

 

 

 

 

EVENTO: III Seminário Internacional dos Espaços de Fronteira (III GEOFRONTEIRA)

geofronteras

III SEMINARIO INTERNACIONAL DE LOS ESPACIOS DE FRONTERA (III GEOFRONTERA) /
Integración: Cooperación y Conflictos

08, 09, 10 y 11 de Septiembre/Setembro de 2015

Universidad Nacional de Itapúa
Facultad de Humanidades, Ciencias Sociales y Cultura Guaraní
Encarnación – Itapúa – Paraguay

Correo electrónico: geofronteras3@uni.edu.py // Blog: en construcción

II Circular

III Circular

A evolução do mercado de trabalho na faixa de fronteira do Brasil

A Faixa de Fronteira continental brasileira é considerada, pela Constituição Federal, uma região de grande importância para a defesa do território nacional. Por ser esparsamente povoada e atravessada por inúmeras redes ilegais de contrabando e tráfico de drogas, ela é também uma fonte constante de preocupação para o governo brasileiro. Além disso, outra preocupação é a condição de pouco desenvolvimento econômico, que contribuiria com o deslocamento de parte da força de trabalho para os mercados informais, muitas vezes mais rentáveis, porém de menor controle e estabilidade econômica. O objetivo do trabalho será investigar as condições para o surgimento e o crescimento do mercado de trabalho informal nos municípios da faixa de fronteira, produzindo uma estimativa deste setor, e compará-la ao tamanho do seu setor formal. Foi adotado como referência o período entre 2000 e 2010, pois estes são os anos dos últimos censos demográficos, e em que não houve alterações na malha municipal. Para estimar o mercado de trabalho formal foi feito o levantamento dos dados do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS). Dessa fonte foram retirados os dados dos totais de vínculos empregatícios, para produzir um indicador de estabilidade decorrente da mudança ao longo dos anos, e dos setores que empregavam a população de cada município, se estimando a diversidade de serviços e as melhores possibilidades de empregos. As estimativas do setor informal foram retiradas dos dados do tipo de ocupação da População Economicamente Ativa (PEA), produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses dados foram utilizadas as seguintes variáveis: população empregada sem carteira assinada; trabalho em ajuda a membro da residência; trabalho por conta própria; e para próprio consumo. Com isso foi possível mapear os locais que apresentaram as maiores concentrações de trabalho informal. Os resultados preliminares indicam que a região norte da faixa de fronteira teria uma forte presença de empregados no setor informal. Esta é a região com menor estabilidade nos vínculos empregatícios (32,4% dos municípios com baixa estabilidade) e com menor diversificação dos setores. Além disso, 59,2% dos municípios apresentaram um setor dominante – mais da metade dos vínculos empregatícios em um único setor -, sendo eles empregados no setor de administração pública. Em oposição, a região sul apresenta o maior percentual de municípios com alta estabilidade, 60,5%, além de uma grande diversificação dos setores empregatícios, com representativa participação de setores como o comércio, a indústria e a agropecuária, que empregam um grande percentual da população no mercado formal, levando a uma menor propensão ao surgimento do mercado informal.

[Link]

Amaral, Pedro Aguiar Tinoco do. A evolução do mercado de trabalho na faixa de fronteira do Brasil. I Congresso Brasileiro de Geografia Política, Geopolítica e Gestão do Território, 2014

Segurança na América do Sul: a construção regional e a experiência colombiana

Dois eventos marcaram os assuntos de segurança internacional na América do Sul ao final da década de 2000: a escalada da rivalidade entre Colômbia e Venezuela e a criação do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), no âmbito da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL). A pesquisa buscou enfocar a emergência desses dois processos e suas interações através de uma abordagem geográfica e geopolítica na qual se problematiza a dimensão regional da segurança internacional. A partir da discussão sobre geopolítica e segurança, a tese se desdobra, por um lado, na construção regional da América do Sul como uma região para enquadrar as questões da segurança internacional, e, por outro lado, na análise do papel da Colômbia no âmbito regional sul-americano – o que caracterizamos como “experiência colombiana”. Os documentos políticos e estratégicos dos países sul-americanos e da UNASUL e as séries de dados sobre os gastos em defesa, as transferências de armas e os contingentes militares permitem identificar uma tendência de atuação dos países sul-americanos no plano internacional que é coerente com o aprofundamento de iniciativas de integração regional sul-americana. No caso da experiência colombiana, buscamos analisar os processos contraditórios de inserção da Colômbia no contexto sul-americano, através dos processos de difusão/assimilação de modelos contemporâneos de segurança em que a Colômbia se destaca.

[PDF]

Rego Monteiro, L. C. 2014 Segurança na América do Sul: a construção regional e a experiência colombiana. Rio de Janeiro, 2014. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (279 pp.)

OPORTUNIDADE na UFGD: seleção de Professor Visitante

Seleção de Professor Visitante para o Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) nas áreas de: Geografia Humana/ Epistemologia da Geografia; Geografia Humana/Territórios e fronteiras: diversidades étnico-culturais e conflitos e Geografia Física/ Planejamento ambiental e técnicas de espacialização cartográfica. Mais informações: [Edital]


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